Os riscos da sonegação de impostos

Os riscos da sonegação de impostos

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No Brasil é senso comum que a vasta maioria das pessoas e empresas sonega impostos. Muitos com essa crença em mente pensam em seu íntimo que a prática sonegatória não é nada de mais, que não traz problemas e que não gera mal algum. Sentem-se confortáveis e até mesmo falam para todos que assim o fazem alegando que se agisse diferente não conseguiria honrar seus compromissos.

Esse comportamento é no meu entender perigoso e coloca o praticante em rota de colisão com as autoridades responsáveis pela fiscalização dos impostos, e ficam sujeitas a uma série de punições que vão desde simples imposições de advertências, passando por multas pecuniárias, até a instauração de procedimentos judiciais com vistas à condenação do agente criminoso e sua prisão.

O pagar impostos é dever de todos em uma sociedade organizada, onde com este produto o estado provê infra-estrutura, proteção e uma série de serviços a coletividade, tornando a vida mais fácil de ser vivida. Se não houvesse Estado e uma sociedade organizada a barbárie tomaria conta de todos e a sociedade humana viveria em constantes combates e conflitos, até mesmo para a obtenção de seu sustento. Talvez até mesmo a existência de nossa espécie teria sido comprometida, caso não houvesse a organização da sociedade tal como conhecemos.

Quando um membro da sociedade age de forma a burlar as regras de convivência e manutenção do grupo, comete assim uma falta grave que dependendo da norma o classifica como criminoso. O ato de sonegar é um desses que a Lei optou por considerar como prática criminosa, opondo inclusive a este o direito mais severo, a saber, o penal.

Desta feita não é aconselhável sob nenhum prisma a sonegação de impostos. Se formos nos escorar em questões religiosas então a sonegação é algo totalmente repudiado.

Aqueles que praticam a sonegação irão carregar consigo o temor de a qualquer momento serem pegos. As conseqüências são desastrosas!

Muitos acreditam que poderão resolver o problema dando uma propina ao fiscal. Vejam a situação que se envolvem? Pensam em cometer outro crime para resolver o primeiro. Em geral assim se processam as condutas criminosas. Um crime puxa outro.

Eu penso que se a pessoa se propõe a trabalhar “honestamente”, o deve fazê-lo de forma verídica. Como deve ser o ato de se olhar no espelho? Como deve ser o ato de estar em um templo religioso e orar a Deus? Como deve ser quando faz-se discursos éticos e moralistas diante de outros? Como pode um indivíduo com as mãos manchadas apontar o dedo para outro, como é comum em nossa sociedade que acusa a classe política disso e daquilo?

Se você acha que os impostos são elevados, que a carga tributária é alta e a forma de tributação pessoal sua ou de sua empresa é injusta, procure na Justiça a solução. Agir por meio de enganação não irá lhe ajudar em nada!

Até que ponto vale a pena se sujar por tão pouco?

Pense nisso!

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